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Dólar sobe e vai a R$ 2,024
A divisa norte-americana fechou em leve alta de 0,15%, a R$ 2,024 na venda, depois de ter recuado 0,05% na véspera.
Saída de recursos do país provoca elevação de 0,15% da moeda norte-americana, que atinge o maior valor desde 25 de janeiro. O mercado também está procurando testar o limite tolerado pelo Banco Central para a cotação da divisa
A cotação do dólar frente ao real atingiu o maior nível em quase dois meses e meio, ontem, diante de persistentes fluxos de saída de capitais do país e com investidores testando a tolerância do Banco Central à alta da moeda norte-americana. O movimento ganhou força devido ao mau humor generalizado nos mercados, desencadeado por dados fracos sobre a economia dos Estados Unidos, que levaram investidores a optar por ativos mais seguros.
A divisa norte-americana fechou em leve alta de 0,15%, a R$ 2,024 na venda, depois de ter recuado 0,05% na véspera. Foi o maior valor desde 25 de janeiro, quando a moeda foi negociada a R$ 2,032 na venda. O giro financeiro ficou em torno de US$ 2,6 bilhões. “O pessoal ameaça subir para esses níveis para ver se o Banco Central entra”, disse o superintendente de câmbio da Advanced Corretora, Reginaldo Siaca.
Boa parte do mercado acredita que a autoridade monetária brasileira não permitirá que a moeda dos EUA se fortaleça mais ante ao real, uma vez que um dólar mais valorizado elevaria as pressões inflacionárias. O BC atuou pela última vez no mercado de câmbio no fim de março, realizando um leilão de swap (troca) tradicional — operação equivalente à venda de dólares no mercado futuro —, quando a divisa americana operava em torno de R$ 2,027. “A gente está com um fluxo que não é dos mais positivos e todo mundo quer ver se (o patamar de) R$ 2,03 é o novo teto do BC”, disse o economista-chefe do Espírito Santo Investment Bank, Jankiel Santos.
Piora
O movimento de saída de divisas dos últimos dias inverteu a tendência verificada em março. De acordo com o BC, o fluxo cambial do país foi positivo em US$ 391 milhões no mês passado. O humor dos investidores, ontem, foi ainda influenciado pelos dados mostrando que o setor privado nos EUA abriu menos postos de trabalho do que o esperado em março, e que o ritmo de crescimento do setor de serviços desacelerou para o nível mais baixo em sete meses. Com a piora, os investidores correram para ativos considerados mais seguros e a moeda norte-americana subiu frente a divisas de países emergentes. O peso mexicano fechou em queda de 0,58% frente ao dólar, e o peso argentino recuou 0,15%.
FMI empresta 1 bi de euros a Chipre
O Fundo Monetário Internacional (FMI) emprestará um bilhão de euros ao Chipre como parte do plano de acordado pela União Europeia com as autoridades da ilha, anunciou, ontem, a diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde. O acordo de empréstimo “será submetido ao conselho de administração para ser aprovado no início de maio”, disse ela. À beira da falência, o Chipre obteve, em 25 de março, um resgate internacional de 10 bilhões de euros do FMI com a União Europeia e o Banco Central Europeu, em troca de uma série de condições drásticas, incluindo a reestruturação do sistema bancário e o confisco de dinheiro dos correntistas.
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| IPC (FIPE) | 0,25% | 0,59% | 0,40% |
| IPC (FGV) | -0,14% | 0,67% | |
| IPCA (IBGE) | 0,70% | 0,88% | |
| IPCA-E (IBGE) | 0,84% | 0,44% | 0,89% |
| IVAR (FGV) | 0,30% | 0,40% |
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| Atualizado em: 06/05/2026 21:22 | ||