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Dólar chega a R$ 2,31, maior cotação desde 2009

Expectativa de redução de estímulos nos EUA pressiona moedas de países emergentes

A preocupação com a perspectiva de redução dos estímulos à economia americana voltou a afetar o mercado brasileiro. Após novas declarações de membros do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), o dólar avançou 0,65% e fechou a R$ 2,314, maior valor desde 31 de março de 2009, quando encerrou os negócios a R$ 2,318. O Ibovespa, índice de referência para investidores, encerrou a sessão com leve alta de 0,05% e volume negociado de R$ 5,9 bilhões. A Bolsa só não fechou no vermelho em razão da alta das ações da Vale, que subiram 2,5% a R$ 29,03. Colaborou para a valorização o incremento no preço do minério de ferro no mercado asiático, que atingiu ontem o maior patamar em quatro meses, com siderúrgicas chinesas comprando para recompor estoques. O resultado da empresa no segundo trimestre, que veio abaixo das expectativas do mercado, só foi divulgado após o fechamento do mercado.

A alta do dólar seguiu o movimento da divisa no exterior, que se valorizou frente a moedas de países emergentes, após a declaração da presidente do Fed de Cleveland, Sandra Pianalto, vinculando a redução dos estímulos à recuperação do nível de emprego.

Outro fator de pressão sobre a moeda americana foi a saída líquida de US$ 1,5 bilhão em julho, pior resultado para o mês de julho desde 2008. De acordo com o Banco Central, os saques de investidores do mercado financeiro foram o principal motivo do fluxo negativo em julho. Essas saídas contribuíram para a alta de 2,24% da cotação do dólar no mês passado. Já nos dois primeiros dias de agosto, o Brasil registrou fluxo cambial positivo de US$ 509 milhões. Desde o início do ano, o país acumula fluxo positivo de US$ 8,6 bilhões, 65% a menos que no mesmo período de 2012. Ainda assim, o fluxo de moedas estrangeiras melhorou em relação a junho, quando houve saída de US$ 2,6 bilhões, descontado o que entrou no país.

Os principais índices americanos fecharam em queda, dando sequência à desvalorização da véspera, quando o Dow Jones caiu 0,6%, maior baixa - em pontos e percentual - desde 28 de junho. O S&P 500 perdeu 0,38%; o Dow Jones recuou 0,31% e o Nasdaq se desvalorizou 0,32%.

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